> O que é?

O estúdio iniciante The Molasses Flood não tem uma história muito diferente do que se espera de um estúdio de jogos independente. Formado por veteranos da indústria, com membros que participaram do desenvolvimento de séries como BioShock, Halo, Rock Band e Guitar Hero, conseguiram verba para o seu primeiro jogo através do Kickstarter, depois o game ficou uns meses disponível no Steam, em acesso antecipado, e no final de fevereiro finalmente The Flame in the Flood foi lançado, para PC e Xbox One.

The Flame in the Flood (demorei um tempo pra aprender o nome, então agora vou repetir sempre que possível) acima de tudo é um jogo de sobrevivência. Você assume o papel de uma menina chamada Scout, que segue uma jornada junto com o cachorro Aesop, em um mundo que após algum tipo de desastre, está quase completamente inundado, e as partes que sobraram estão longe de serem um ambiente agradável e aconchegante.

O mapa do jogo é gerado proceduralmente, ou seja, cada vez que você jogar, ele estará de uma forma. The Flame in the Flood também funciona com morte permanente, então o seu principal objetivo é deixar a personagem viva. E cara, isso não vai ser fácil, existe muita coisa pra cuidar. Você vai ter 4 atributos para gerenciar, a fome, sede, temperatura e sono/cansaço, tendo que sempre realizar ações para não deixar nada disso zerar, o que resulta na morte (e permanente, lembra?). Além disso, ainda acontecem outras complicações, como ficar doente por passar muito tempo molhada, passar mal por ter comido algo estragado, ou ter uma infecção como consequência de um machucado. Uso de itens é parte essencial, só que você basicamente vai ir coletando matérias primas, e tendo que criar cada item com elas, o sistema de crafting é outra base importante do jogo.

Existem dois modos de jogo, o Endless, onde você vai tentar sobreviver mais tempo possível, e a Campanha, que pega a mesma ideia, só que adiciona uma narrativa, alguns NPCs e até uns Checkpoints. The Flame in the Flood não é um jogo com mapa aberto, mesmo tudo sendo gerado aleatoriamente, você sempre vai seguir um caminho fixo, que é ir descendo no rio. Pois é, o mundo está alagado, então o gameplay se divide entre explorar uma área, ir pro seu barquinho improvisado, descer pela água, desviando dos obstáculos, até achar um novo pedaço de terra pra explorar, e assim vai durante todo o jogo.

Enquanto a arte do jogo e a trilha sonora, que conta inclusive com músicas cantadas, receberam muitos elogios, outros aspectos da parte técnica não tiveram a mesma sorte. O jogo tem uma série de bugs, que vão desde problemas pequenos de áudio, até travamentos completos. Foi apontado também que apesar do visual simples, o jogo não é bem otimizado, exigindo mais da placa de vídeo do que deveria, então fique esperto se for jogar no PC.

A principal e quase unânime crítica vai para o sistema de menus do jogo, que é bagunçado e nada intuitivo. Como já disso, criar itens é algo que você vai fazer o tempo inteiro, e isso é feito através dos menus, só que o jogo não para durante essa ação, então você acaba preso no menu, fazendo alguma ação necessária, enquanto um animal aparece no jogo e mata a personagem, e ai meu amigo, tem que voltar do início.

The Flame in the Flood é um jogo com boas ideias, mas com uma execução não tão boa em alguns pontos. O jogo pode ser punitivo demais pra boa parte dos jogadores, mas se você conseguir passar por tudo isso, ainda vão ter coisas bem interessantes pra aproveitar.

> Informações

  • Plataformas: PC / Xbox One
  • Gênero: Sobrevivência
  • Data de Lançamento: 24/02/2016
  • Desenvolvido por: The Molasses Flood
  • Publicado por: The Molasses Flood
  • Tempo médio da campanha: 7 horas
  • Preço: R$ 36,99 (Steam)

> Notas e Reviews

> Ví­deos

> Trailer de Lançamento:

> Ótimo review do jogo, em inglês, por ACG:

> Primeiros 10 minutos do jogo, em inglês, por IGN:

> Gameplay com comentários dos desenvolvedores, em inglês, por GameSpot: