> O que é?

Anunciado poucos meses antes do lançamento, Far Cry Primal pegou muita gente de surpresa. Trazer um spin off depois do lançamento de algum jogo da série principal não é uma novidade em Far Cry, a Ubisoft já havia anunciado e lançado o “Blood Dragon“, título da franquia que veio após o lançamento de Far Cry 3, que usava a mesma engine de FC 3, mas com uma temática totalmente diferente, foco na narrativa, e que foi vendido digitalmente, como um jogo menor e mais barato. Far Cry Primal funciona parcialmente dessa forma, também utiliza a engine do jogo mais recente (Far Cry 4) e também segue uma temática totalmente diferente, enquanto Blood Dragon segue a linha futurística, Primal faz o caminho oposto e se passa cerca de 10 mil ano atrás. Mas a principal diferença é que Far Cry Primal não é um jogo pequeno, apenas digital e mais barato, ele é um jogo que segue o padrão AAA, com uma campanha grande e preço cheio.

Você assume o controle do guerreiro Takkar, e a história mostra a disputa por território com outras duas tribos, tudo isso na fictícia Terra de Oro. Só que o foco de Primal não está na narrativa, mas sim em oferecer um mundo aberto para você aproveitar.

O ponto mais criticado do jogo é justamente esse aspecto da narrativa, que não é tão interessante como nos outros jogos da série. Far Cry 3 e 4 tinham como um dos destaques os vilões carismáticos, mas isso não é algo que você vai encontrar aqui. Os personagens, inclusive o protagonista, estão sendo considerados mal desenvolvidos e aproveitados, e as próprias missões também não são apontadas como originais ou empolgantes.

Porém, a ambientação do jogo e o aspecto mundo aberto estão sim sendo muito elogiados. O visual é incrível, como já é esperado de um jogo da franquia, e toda a ambientação pré-histórica, sejam as florestas ou vida selvagem, é muito bem feita. O jogo ainda utiliza um idioma fictício próprio, o que ajuda na imersão, faz aquele universo ser mais convincente. Uma mecânica nova e interessante é que você pode domar animais, e usar eles como ajudantes. Você pode utilizar para atacar os inimigos, ou usar um animal de maior porte como transporte, além de poder utilizar algum animal voador (coruja, por exemplo) para observar o local e marcar inimigos, o que é bem útil. Essa é uma mecânica nova e que funciona bem na proposta do jogo.

Além da ambientação e de algumas poucas mecânicas diferentes (como o maior foco na sobrevivência, e ter que criar suas próprias armas), em Far Cry Primal você vai fazer basicamente o que já fazia em Far Cry 3 e 4, não existe nenhuma mudança grande na estrutura do jogo aqui. Na verdade, se você já jogou algum open world da Ubisoft, vai saber o que esperar, com missões como dominar a base do inimigo para criar pontos de viagem rápida.

Far Cry Primal não se mostra como uma revolução na franquia, e nem mesmo como uma evolução. Ele pega a base de Far Cry, adiciona uma nova temática e foca menos na narrativa e mais no aspecto de mundo aberto. Se você gosta da série, e/ou tem interesse no tema, vai ter bastante o que aproveitar aqui. Mas se já está saturado dos jogos antigos, Primal não vai oferecer novidades suficientes pra você.

> Informações

  • Plataformas: Xbox One / Playstation 4 / PC
  • Gênero: FPS / Open World
  • Data de Lançamento: 23/02/2016
  • Desenvolvido por: Ubisoft Montreal
  • Publicado por: Ubisoft
  • Tempo médio da campanha: 15 horas
  • Preço: 60 dólares

> Notas e Reviews

> Ví­deos

> Story Trailer:

> Gameplay do iní­cio do jogo, em português, por BRKsEDU:

> Primeiros 50 minutos, em inglês, por Polygon: