Essa não é a primeira (nem a segunda) adaptação recente da história de Pablo Escobar, mas dessa vez deixando o famoso traficante como coadjuvante e se focando em Barry Seal, o piloto gringo que sempre entrega. E não é “qualquer Barry Seal”, Feito na América traz Tom Cruise no papel principal, esbanjando seu charme peculiar que te faz gostar e torcer pelo personagem, mesmo ele sendo um belo de um filho da puta, mas um filho da puta carismático demais.

A história do filme mostra a trajetória de Barry como piloto de avião, virando uma espécie de espião para o governo americano, virando traficante de drogas, e virando mais um monte de coisa, a cada 15 minutos ele ganha um cargo novo.  O filme tem muita dessa loucura no ritmo da narrativa, quando você ainda está entendendo bem o que acabou de acontecer, a história já está dez passos na frente e aquilo já muitas vezes nem importa mais. É um ritmo acelerado que consegue manter o filme divertido, mas que também acaba deixando muita coisa sem profundidade, com alguns pedaços da história parecendo uma montagem de melhores momentos – na verdade alguns trechos são exatamente isso.

Uma das coisas que deixam tudo interessante é que Barry Seal não é apresentado como um gênio do crime, com ações calculadas, premeditadas, no controle da situação. Na verdade ele acaba sendo um personagem que toma decisões de forma extremamente impulsiva, com ele no meio de um furacão de acontecimentos onde ele usa suas habilidades como piloto e principalmente seu charme para resolver tudo. O que geralmente leva a um novo problema pra ele poucos minutos depois, mas a vida é assim.

E esse definitivamente é o filme do Tom Cruise, ele não só toma conta da tela e guia totalmente a história, como cria um personagem muito cativante, com um senso de moral deturpado, mas que consegue fazer tudo parecer certo no fim das contas. Ele pode não ser nada confiável e levar drogas ilegalmente de um país para outro, mas faz tudo isso com um belo sorriso e muita simpatia. Pena que o preço disso é que todos os outros personagens são mal explorados, com participação bem reduzida e que acaba fazendo falta pra construir uma história mais rica. Mesmo assim, Tom Cruise consegue entregar sozinho o necessário pro filme valer a pena. Sempre entrega.

> Qual é a história?

Baseado na história real de Barry Seal, um piloto comercial que acaba se envolvendo quase sem querer com o cartel de Pablo Escobar, e começa a trabalhar como menino de entregas pra eles, construindo seu próprio império ao longo disso.

> Vale a pena assistir?

Feito na América pode não ser um marco, nem um retrato fiel da história real em que ele se inspira, mas é um filme simplesmente divertido de assistir. Tom Cruise pode ser um cara meio excêntrico na vida real, mas continua fazendo a sua mágica na hora de fazer um personagem cativante e que você gosta de torcer por ele, mesmo não merecendo.

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> Trailer:

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