Drive é um filme de 2011, do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn (mesmo de Bronson) e estrelado por Ryan Gosling, mostrando a história de um protagonista sem nome, conhecido apenas como “o motorista”, que trabalha em uma oficina mecânica de dia, faz alguns trabalhos como dublê em filmes de ação, e ainda arruma um tempinho na agenda pra ser piloto de fuga em assaltos.

É bem legal a forma que esse personagem é trabalhada durante o filme. Não sabemos o nome, e na verdade é um protagonista que fala bem pouco, mas mesmo assim essa ligação com o personagem vai sim sendo construída durante o filme, já que tem personalidade ali. Não é algo tão unilateral, é estranho porque você enxerga ele como um cara correto, mesmo fazendo coisas como dirigir durante um assalto (que ele vê como um trabalho extra, não tem nenhum envolvimento real com aquilo, é só alguém que é contratado para levar as pessoas até o local, esperar no carro, e depois levar de volta). Dá pra definir como alguém que aceita e faz o que tem que ser feito, ou pelo menos o que ele entende que é o certo a se fazer, o que trás até um aspecto de “herói” pra ele. Um herói meio torto, mas que pelo menos usa uma jaqueta bem foda.

A direção do filme tem algumas similaridades com o trabalho feito em Bronson, já que ele usa também uma estética que acaba suavizando assuntos que sozinhos seriam mais pesados. Ele tem um ar mais retrô, você tem a sensação (proposital) de estar assistindo um filme mais antigo, tem essa aparência de clássico cult, que funciona bem aqui. Me lembra bastante Taxi Driver, então se você gosta do filme do De Niro, tem boas chances de gostar desse também.

Um aspecto técnico que se destaca aqui é a trilha sonora, que consegue soar contraditória com o que se esperaria pro filme, mas ao mesmo tempo combinar muito bem com cada cena. Tem uma pegada bem mais eletrônica, e você pode clicar aqui pra ouvir uma das músicas e ver se é algo que te agrada.

A violência do filme é daquelas bem exageradas, do tipo que uma facada faz jorrar automaticamente 16 litros de sangue, o que pra mim faz com que as cenas sejam bem mais leves do que seriam se tivessem uma estética mais realista, e essa direção combina bem com o filme.

Drive é considerado um clássico moderno por muita gente, e realmente merece os elogios. É um filme diferente, com personalidade, com um protagonista marcante, tudo muito bonito no aspecto técnico, filme bem produzido e redondinho. Existem outros personagens interessantes aqui também (inclusive Bryan Cranston, o Walter White deBreaking Bad), mas o roteiro em si é bem simples, Drive acaba sendo muito mais sobre a atmosfera do que sobre uma história mirabolante.

O filme foi bem recebido pela crítica, com 92% de aprovação no Rotten, mas “só” 79% de aprovação do público, o que não é ruim, mas não é o tipo de filme que agrada todo mundo. Se você quer assistir algo um pouco diferente e com personalidade, mas que se mantenha como algo divertido de assistir, Drive é o seu filme.

> Vale a pena assistir? Vale sim, ótimo filme. É um pouco diferente do que se vê tradicionalmente, não espere um filme clássico de ação, é algo mais lento, mais estilizado, mas que continua sendo uma filme agradável e fácil de se assistir.

> Tem no Netflix? Sim!

Seguro ver acompanhado? Tem momentos de violência no filme, mas que são bem exageradas, não algo mais realista, o que faz com que seja bem mais tranquilo de assistir. Fora isso, nada inapropriado aqui, e é um bom filme pra ver com a namorada, você vai ter um filme interessante pra assistir, e ela vai ter o Ryan Gosling. Justo.

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